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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

São Sebastião cria área de proteção de 1,3 milhão de metros quadrados

Até que enfim uma boa notícia...até que enfim a Câmara trabalhou, e ainda em prol da natureza!

Uma área de preservação ambiental (APA) com 1,3 milhão de metros quadrados entre as praias da Baleia e Barra do Sahy, na costa sul de São Sebastião, litoral norte, deve movimentar a economia e o turismo da região. A APA criada recentemente forma um corredor de mangue e mata nativa que serão preservados pelo município.

O projeto para a criação da APA foi aprovado pela Câmara e sancionada pela prefeitura no final de agosto. Segundo Maria Fernanda Carbonelli, da ONG Movimento Preserve o Litoral Norte, a região é o habitat de 87 espécies de animais - 14 delas em extinção.

Principalmente a praia da Baleia e a barra do Sahy, e a questão do ecoturismo era muito pouco explorada. Entendendo as necessidades da comunidade e a necessidade de preservação do município, nosso movimento mapeou essa área por mais de três meses, catalogando todas as espécies que vivem aqui. 
Nossa ideia é aliar preservação à sustentabilidade", afirmou Maria Fernanda.
No local não será mais possível construir imóveis nem praticar a pesca profissional. Apenas construções antigas, às margens do rio Sahy serão mantidas. A próxima etapa, segundo a prefeitura, é desenvolver um projeto de uso do espaço.

"A ideia da APA é trazer para a comunidade uma oportunidade de geração de emprego e renda com extrativismo, ecoturismo, exploração da educação ambiental e mercado científico para fazer da APA algo que ela tem um potencial enorme", disse o secretário de Meio Ambiente, Eduardo do Rego.
Os moradores também apoiaram a criação da APA. "Aqui tem um potencial grande, as pessoas vão gostar. Vai ser um parque maravilhoso com uma qualidade de vida muito legal. Tem muita coisa para ver que a gente já não estava mais vendo e teremos mais facilidade de encontrar no caminho", afirmou o pescador Delzino dos Santos Filho.

                                 Das 87 espécies que vivem no local, pelo menos 14 estão ameaçadas de extinção. (Foto: Munir El Hage/PMSS)

Fonte: O Globo

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Banco de Desenvolvimento Africano e WWF criam plataforma contra o tráfico de animais



                      Em 2011 foram apreendidas 40 toneladas de marfim ilegal TONY KARUMBA/AFP

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a organização ambientalista WWF lançaram esta quinta-feira um plano de AÇÃO para travar o tráfico ilegal de animais selvagens, uma ATIVIDADE que, de acordo com as organizações, vale 8000 a 10.000 milhões de dólares por ano (6100 a 7700 milhões de euros).

As duas organizações fizeram um apelo para que governos e outras instituições tomem medidas concretas para combater o problema, que se tem acentuado nos últimos anos em África. Um plano de AÇÃO com dez pontos defende a colaboração mútua entre os países, o reforço da aplicação da legislação existente, a penalização dos infractores e a redução da procura de produtos derivados de espécies selvagens.

Entre as medidas, está um maior investimento em recursos humanos e técnicos, criando-se por exemplo brigadas especializadas na identificação do tráfico ilegal e o reforço dos sistemas judiciais.

"O tráfico ilegal de animais selvagens é um crime sério e não são só os rinocerontes e os elefantes que estão em perigo. Há também graves implicações para a segurança nacional, para a legislação e para o bem-estar das comunidades africanas", afirmou o diretor-geral da organização WWF, Jim Leape, em comunicado.

De acordo com a Declaração de Marraquexe (assim se chama a lista de dez pontos), o tráfico de animais "é agora mais organizado, mais lucrativo e mais perigoso que antes", pondo também em risco a vida dos guardas dos parques naturais.

A África Central é, de acordo com um relatório do Conselho de Segurança da ONU, uma das zonas onde a caça furtiva continua a ser uma atividade preocupante. Os elefantes são a espécie mais afetada, especialmente em países como a República dos Camarões, o Chade e o Gabão. 

"Nos últimos dez anos perdemos 76% dos elefantes africanos de floresta. No Gabão, perdemos quase 20 mil, um terço da nossa manada", afirmou o presidente do país, Ali Bongo, durante o seu discurso no encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento. O elefante de floresta é uma subespécie particularmente procurada porque as suas presas são mais duras e mais direitas. 

Segundo a organização Traffic, que MONITORA o tráfico de animais selvagens, 2011 foi um "ano horrível" para os elefantes africanos. Foram apreendidas 40 toneladas de marfim ilegal, o que corresponde a cerca de quatro mil animais mortos.


A Interpol estima que, a cada ano, o tráfico ilegal de marfim seja responsável pela morte de 40 mil elefantes. Só na Internet, este negócio pode render 1.450.000 euros. Pelo menos 4500 quilos de marfim são vendidos em 61 sites europeus de leilões identificados pela Interpol.

fONTE: jORNAL PUBLICO (PT)