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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lembram da 457 do CONAMA?

Secretaria do Meio Ambiente de SP permite que animal traficado fique com infrator
Matéria original: Fauna News

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) recentemente deu grande publicidade ao lançamento do Sistema Integrado de Gestão Ambiental da Fauna de São Paulo, o Gefau (www.ambiente.sp.gov.br/gefau). A nova ferramenta do Departamento de Fauna da Coordenadoria Biodiversidade e Recursos Naturais da SMA (DeFau/CBRN), apresentada em 14 de novembro de 2014, será de uso obrigatório para todos os empreendimentos que lidam com fauna silvestre no Estado de São Paulo.
O alardeado ineditismo da iniciativa paulista, apesar de merecido, fez sombra a outra iniciativa da SMA: no mesmo dia, o secretário Rubens Naman Rizek Junior assinou a Resolução 92. E no site da Secretaria ou no material de divulgação seu conteúdo não foi explorado. Por que será?
erá?

Secretário Rizek no evento em que lançou o Gefau e assinou a Resolução 92/2014
No artigo 13 da Resolução 92, consta o seguinte:
“Artigo 13 - Por meio do Sistema Integrado de Gestão da Fauna Silvestre do Estado de São Paulo - GEFAU serão emitidos o Termo de Depósito de Animais Silvestres - TDAS, e o Termo de Guarda de Animais Silvestres - TGAS, quando do Atendimento Ambiental, este último instituído pelo Decreto Estadual nº 60.342, de 04 de abril de 2014.

§ 1º - O Termo de Depósito de Animais Silvestres é documento expedido nos autos do processo do auto de infração ambiental, por meio do qual o autuado assume voluntariamente o dever de prestar a devida manutenção e manejo do animal apreendido, objeto da infração, enquanto não houver a destinação.

§ 2º - O Termo de Guarda de Animais Silvestres é documento por meio do qual o interessado, que não detinha espécime(s) silvestre(s), devidamente cadastrado no Sistema Integrado de Gestão da Fauna Silvestre do Estado de São Paulo - GEFAU, assume, voluntariamente, o dever de guarda do animal entregue espontaneamente ou apreendido, enquanto não houver destinação.

§ 3º - A emissão dos termos de que trata o caput e parágrafos anteriores ocorrerá no âmbito do Atendimento Ambiental, e devendo estes serem firmados somente após verificação prévia e constatada a inexistência de vagas ou impossibilidade de transporte do espécime apreendido a empreendimentos de fauna silvestre autorizados pelo órgão ambiental competente e aptos a recebê-lo.”

  Apreensão de aves em Jaboticabal (SP)O absurdo do TDAS permite que o infrator (pessoa que cria sem autorização animal silvestre como bicho de estimação ou trafica fauna) fique com o animal, caso o responsável pela fiscalização não encontre local cadastrado para recebê-lo. Na maioria das vezes, caberá ao integrante da Polícia Militar Ambiental tomar essa decisão.
Pelo fato de haver uma completa carência de centros de triagem e de reabilitação de animais silvestres (Cetas e Cras), responsáveis por um primeiro atendimento para, em seguida, dar destinação adequada ao bicho apreendido, é fácil imaginar que grande quantidade de animais ficará, com autorização (a TDAS acima explicada), com o infrator. Vale destacar que, anualmente, mais de 30 mil animais são apreendidos pela PM Ambiental paulista.

E será que os órgãos de fiscalização, seja a PM Ambiental ou DeFau, vão ter capacidade de ficar monitorando o surgimento de vagas para, em caso positivo, deslocar equipes para efetuarem a transferência desses animais até as entidades que os receberão? Com certeza não e esse Termo de Depósito de Animais Silvestres funcionará como a “legalização” de um bicho capturado ilegalmente ou comercializado no mercado negro.

Alguma semelhança com a Resolução 457/2013 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), tão discutida no ano passado?

Para quem não se lembra, a Resolução 457 foi aprovada em votação no Conama em 22 de maio de 2013 e publicada no Diário Oficial da União em 26 de junho de 2013, entrando em vigor em dezembro do mesmo ano. Ela trata exatamente do depósito e a guarda provisórios de animais silvestres apreendidos ou resgatados pelos órgãos de fiscalização, criando o Termo de Depósito de Animal Silvestre, ou TDAS (“termo de caráter provisório pelo qual o autuado assume voluntariamente o dever de prestar a devida manutenção e manejo do animal apreendido, objeto da infração, enquanto não houver a destinação nos termos da lei”), o Termo de Depósito Preliminar (“termo de caráter provisório, pelo qual o agente fiscalizador, no momento da lavratura do Auto de Infração, mediante justificativa, confia excepcionalmente o animal ao autuado, até outra destinação, nos termos desta Resolução”) e o Termo de Guarda de Animal Silvestre, ou TGAS (“termo de caráter provisório pelo qual o interessado, que não detinha o espécime, devidamente cadastrado no órgão ambiental competente, assume voluntariamente o dever de guarda do animal resgatado, entregue espontaneamente ou apreendido, enquanto não houver destinação nos termos da lei”).

Na época da aprovação da Resolução 457, ONGs e entidades de classe (a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, o Greenpeace, o Movimento Liberdade à Vida, a SOS Fauna, a Freeland Brasil,  o Profauna, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, a Associação Mata Ciliar, o Conselho Federal de Biologia, o Conselho Regional de Biologia da 2ª Região RJ/ES - CRBio-02 -, o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens e a Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil, por exemplo) se posicionaram contrários à medida.

  Coronel Milton Sussumu NomuraAlém do fato de ter sido o então comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo e conselheiro do Conama, o coronel Milton Sussumu Nomura (e sua equipe), em nome do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, ter atuado na elaboração e trabalhado pela aprovação da Resolução 457, qual o motivo para o governo paulista fazer uma resolução semelhante à federal?
A resposta está no artigo 4 da Resolução 457:

“Art. 4o Serão objeto de concessão do TDAS e TGAS apenas os espécimes de espécies integrantes da lista das espécies silvestres autorizadas para criação e comercialização como animal de estimação em conformidade com a Resolução CONAMA no 394, de 6 de novembro de 2007.

Parágrafo único. A eficácia da hipótese prevista no caput fica suspensa até que seja publicada a lista a que se refere à Resolução CONAMA no 394, de 2007.”

Essa lista a que se refere à Resolução CONAMA no 394, de 2007 é conhecida como Lista Pet e nela constarão as espécies de animais silvestres que poderão ser criadas comercialmente para venda como bichos de estimação. A listagem está em elaboração no Ibama desde o final de 2012, quando foi realizada uma consulta pública (lógico que sem a opção de haver a possibilidade da Lista Zero, em que não haveria espécies, sendo então não permitida a comercialização de silvestres como pets). O presidente do órgão federal, Volney Zanardi Júnior, chegou a declarar que a relação teria cerca de 100 espécies.

A publicação da Lista Pet sempre foi muito polêmica, pois desagradará muitos setores ambientalistas (que defende a Lista Zero), bem como outros tantos criadores comerciais de animais silvestres para pets que, caso os bichos com que trabalham fiquem fora da relação de espécies terão prejuízos ou terão de encerrar suas atividades. Dentro do Ibama, o assunto é tratado com cautela e está se arrastando. Já há quem diga que a ideia é deixar cair no esquecimento.

Sem a Lista Pet, repare que pelo artigo 4º da Resolução 457 fica impossível a concessão dos termos de Depósito e Guarda (TDAS e TGAS). Portanto, não deram certo os planos desenhados pelos órgãos que apreendem os animais (Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil), que contou com apoio total dos governos dos Estados e objetivava tornar menos problemática a falta de infraestrutura do poder público para receber, cuidar e dar destinação adequada aos animais apreendidos.

 

MAis de 30 mil animais são apreendidos por ano no Estado de São Paulo
Mais de 30 mil animais são apreendidos por ano no Estado de São Paulo
A Secretaria do Meio Ambiente trabalhou para resolver um problema administrativo, mas ajudou a tornar ainda mais impune os já nada punidos tráfico de fauna e manutenção de animais silvestres em cativeiro doméstico sem autorização. Se ninguém vai preso por tais crimes ou paga as multas pelas infrações, agora ainda existe a possibilidade de garantir uma forma de conseguir uma autorização para manter o animal ilegal.
Vale lembrar que o coordenador de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN) da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do São Paulo (SMA), Daniel Glaessel Ramalho, em entrevista para o Fauna News publicada no post “Estado de São Paulo lança sistema para gerenciar fauna silvestre”, de 13 de novembro de 2014, afirmou que está sendo planejada com a Fundação Parque Zoológico de São Paulo (subordinado à SMA) uma forma de criar uma rede de centros para receber a fauna.

Que isso aconteça rápido e que o governo paulista crie uma infraestrutura adequada e suficiente para atender os mais de 30 mil animais apreendidos anualmente no Estado. Caso contrário, a concessão do Termo de Depósito de Animais Silvestres passará a ser regra e o secretário Rizek e sua equipe terão de conviver com a responsabilidade de terem ajudado a “legalizar” o ilegal.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Gestão dos Resíduos Sólidos

Já ouviram falar da Lei 12.305/2010? Ela fala sobre resíduos sólidos, altera  a LEI 9.605/1998.

Mas o que essa 12.305 fala. Ela da o prazo de ate 2014 para erradicação de lixões, que serão substituídos por aterros sanitários, ou seja, em 2014 NÃO PODERÁ  MAIS EXISTIR LIXÕES NO BRASIL! 


 A lei tem pontos bem atualizados, como o conceito de ecoefissiência, prevê a responsabilidade compartilhada, e responsabilidade de todos os cidadãos, assim desconcentra a responsabilidade única do Estado, este ainda é o maior responsável, no entanto já não responsável sozinho, desde o cidadão comum que produz o lixo doméstico até as indústrias a aqueles que realizam atividades agropastoris, também respondem por prejuízos e tem o dever contribuir com a política nacional de resíduos sólidos (ALMEIDA, 2012).


Na abertura da IV Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), a Izabella Teixeira (Ministra do Meio Ambiente) falou sobre a Nova politica de resíduos sólidos no Brasil, e honestamente, foi uma das únicas coisas que gostei de ouvir saindo da boca dela (afinal ela é a ministra do novo código florestal, assinou sem ler a resolução 457 do CONAMA, desmatamento da Amazônia cresceu...)
“Acabar com lixões não é só cumprir o prazo da lei. Acabar com lixões é transformar os catadores em empreendedores, é mudar a relação produtiva no país, é dar dignidade na geração de empregos” - parte do discurso da Izabella Teixeira.


PARA ENTENDER MELHOR A LEI 12,305/2010 CLIQUE AQUI


O também ministro, Aguinaldo Ribeiro, informou que a maioria dos municípios não apresentaram seus  planos de resíduos sólidos, e já estamos no final de 2013! Lá no Paraná, ja tem um projeto e esta como modelo nacional, segundo o site deles. Segue o texto:


Política do Paraná para resíduos sólidos é apresentada como modelo nacional (ou clique aqui)

25/10/2013 15:20


O planejamento do Paraná para erradicar lixões e implementar a política estadual de resíduos sólidos foi apresentado, nesta sexta-feira (25), em Brasília, como modelo para o País. As ações e programas previstos até 2030 foram expostos em um painel da 4.ª Conferência Nacional de Meio Ambiente,

“O Plano Integrado de Resíduos Sólidos do Paraná, que prevê a construção de aterros consorciados, programas de transporte, coleta e destinação de resíduos, bem como ações de reciclagem para os próximos 30 anos, já está sendo considerado modelo pelo Ministério do Meio Ambiente”, disse o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida.

No Plano de Regionalização e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Paraná consta informações como, por exemplo, a geração média per capita de 0,9 quilo de resíduos diários por habitante, que somam 3,45 milhões de toneladas por ano. Desse total, 56,5% dos resíduos gerados são matéria orgânica, 26% são resíduos recicláveis e apenas 17,5% são considerados rejeitos.

As diretrizes do Plano visam a redução de resíduos, a reutilização, a reciclagem, o tratamento dos resíduos e a disposição final adequada dos rejeitos (material que não pode ser reciclado). O estudo também mostra que 47,9% das cidades paranaenses possuem serviço de coleta seletiva porta a porta, 38,3% não possuem o serviço, 13% não têm informação e 0,8% fazem a coleta seletiva de forma diferenciada.

A publicação está disponível no site da Secretaria do Meio Ambiente (www.meioambiente.pr.gov.br) e é distribuída no estande do Governo do Paraná, com outras publicações do estado.

PROPOSTAS – As 20 propostas para destinação correta dos resíduos sólidos na Conferência Nacional serão defendidas pelos 53 delegados paranaenses, com representantes da sociedade civil, iniciativa privada e poder público. Elas estão divididas nos eixos: produção e consumo sustentável, redução dos impactos ambientais; geração de trabalho, emprego e renda e educação ambiental.

As propostas do Paraná foram definidas em nove conferências macrorregionais de meio ambiente e na conferência estadual, com participação de cerca de 21 mil pessoas. Um dos delegados que representa o setor empresarial do Paraná, Roberto Barbosa Souza, disse que o setor espera a aprovação de propostas para o desenvolvimento de projetos e de legislações específicas, referentes a reutilização de resíduos da construção civil.

“Atualmente este tipo de resíduo está sendo destinado para aterros industriais. Um bom exemplo é a areia de fundição, que poderia ser reutilizada na produção de asfalto, base de asfalto, blocos para calçada, e está indo para o lixo”, ressaltou Roberto. Segundo ele, apenas na região de Londrina existem 18 fundições, que dispensam mil toneladas de areia por mês. “Não existe respaldo legal para que isso seja aproveitado”, completou Roberto.

No domingo (27), serão eleitas as propostas finais relacionadas à política. Será produzido o documento final com 60 ações prioritárias para o Brasil. A conferência nacional também inclui na programação painéis sobre o processo de inclusão social dos catadores, a indústria da reciclagem e a desoneração tributária, unidades de conservação e os resíduos sólidos, a modernização do processo de produção e consumo, novas tecnologias, o papel do cidadão de consumir conscientemente e o desperdício de alimentos no Brasil.






quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Desmatamento na Amazônia Legal sobe 370% em um ano, diz Inpe

Campeão de desmatamento no mês de maio foi mais uma vez o Estado do Mato Grosso; os maiores crescimentos, no entanto, aparecem no Maranhão e no Amazonas.

No mês de maio retirada de floresta nativa alcançou 464,96 quilômetros quadrados

O desmatamento na Amazônia Legal cresceu 370% na comparação de maio com o mesmo mês de 2012. Os dados levantados pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) mostram que a retirada de floresta nativa alcançou 464,96 quilômetros quadrados, enquanto há um ano havia sido de 98,85 km². No acumulado de agosto a maio, o desmatamento alcança 2.337,78 km², 35% a mais que no período anterior.


A matéria a qual nos referimos hoje é do dia 05/07/2013 e foi retirada do http://ultimosegundo.ig.com.br/, ou seja, não é muito antiga, mas mesmo com todas estes dados verificados na notícia a Ministra Izabella Teixeira conseguiu ganhar o prêmio ambiental da ONU!!

Só para entendermos melhor, o prêmio “Campeões da Terra”,  é destinado a líderes de governo, da sociedade civil e do setor privado que tiveram atuação ambiental destacável e de acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o prêmio é considerado o mais importante reconhecimento ambiental do Sistema ONU.

Como pode uma pessoa que teve participação ativa na articulação e aprovação do Código Florestal, no ano passado, que perdoa os crimes ambientais cometidos antes de 2008 e na "assinatura" da Resolução 457 do CONAMA, que disponibiliza a cada CPF a posse de 10 (DEZ) animais silvestres de origem ilegal, dois retrocessos abomináveis que ao invés de ajudar só prejudica cada vez mais o meio ambiente.

Ou estamos todos enlouquecendo ou os acontecimentos estão mesmo andando na contra mão!!!É de se pensar!!!

Veja a reportagem: últimosegundo

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ministra Izabella Teixeira ganha prêmio da ONU por ação ambiental


Procurando noticias para colocar aqui no blog dei de cara com uma que me deixou sem reação! 

A ONU premiou Izabella Teixeira com o premio  "Campeões da Terra”. Não quero nem ver o que outras pessoas, que estariam concorrendo, estão fazendo pelo meio ambiente! Já que a Izabella a gente sabe que não esta fazendo muita coisa além de assinar sem ler!

Por que ela ganhou esse premio? Parece que ela diminuiu o desmatamento ilegal na Amazônia! HAHAHA!

Hoje não vamos escrever nossa opinião! Vamos só colocar a matéria do G1. Quem quiser falar sua opinião nos mande por e-mail que publicaremos depois!


Caso queira ver no próprio site

Ministra Izabella Teixeira vai receber prêmio ambiental das Nações Unidas
Homenagem é por trabalho de redução do desmate na Amazônia, diz ONU.
Responsável pela pasta do Meio Ambiente receberá honraria no dia 18.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou nesta quinta-feira (12) que a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, foi escolhida para receber o prêmio “Campeões da Terra”, destinado a líderes de governo, da sociedade civil e do setor privado que tiveram atuação ambiental destacável.
De acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o prêmio é considerado o mais importante reconhecimento ambiental do Sistema ONU.
A brasileira vai receber a condecoração em 18 de setembro, em Nova York, na categoria Liderança Política. O Pnuma destaca em comunicado que a homenagem é pelo trabalho dela para reduzir o desmatamento na Amazônia.
Responsável pela pasta do Meio Ambiente desde 2010, quando assumiu o lugar de Carlos Minc, Izabella deu continuidade à política de preservação do bioma amazônico, além de participar ativamente da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em 2012, e na articulação e aprovação do Código Florestal, também no ano passado.
Diálogo com conquistas ambientais
A ministra considerou uma honra ser escolhida, ao mesmo tempo em que o prêmio significa responsabilidade.

“Há pouco mais de um ano discutíamos metas ambiciosas na Rio+20 e hoje já podemos ver a concretização de algumas delas. A mudança de perspectiva sobre a importância do desenvolvimento sustentável é crescente. O prêmio dialoga com essas conquistas. É um reconhecimento da história, e também um convite para enfrentar os desafios do futuro”, disse ela, em comunicado divulgado pelo Pnuma.
O prêmio Campeões da Terra foi lançado em 2005. Segundo a ONU, 59 pessoas e organizações já foram homenageadas.
Entre os escolhidos estão o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, o ex-líder soviético, Mikhail Gorbatchev. Dois brasileiros também já foram condecorados: o empresário Fabio Barbosa, em 2011, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em 2007.